A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com alta superior a 1% nesta terça-feira (7), garantindo o sexto pregão seguido de valorização, influenciada pelo comportamento positivo das ações da Petrobras, Redecard e Cielo.
O Ibovespa subiu 1,06%, aos 65.917 pontos. Este foi o maior patamar de fechamento desde o dia 29 de abril, quando o indicador chegou aos 66.132 pontos. O volume financeiro do pregão foi de R$ 8 bilhões.
Só nestes primeiros dias de fevereiro, o principal indicador do mercado acionário brasileiro já subiu 4,51%. No ano, a alta chega a 16,15% – quase revertendo a desvalorização de cerca de 18% acumulada em 2011.
Durante o dia, a bolsa operou volátil, influenciada pelas preocupações com a Grécia, movimento no entanto amortecido por Redecard, que disparou após o anúncio de que o Itaú Unibanco fará uma oferta pública para adquirir as ações da empresa de meios de pagamento.
O papel da empresa subiu 10,49%, a R$ 35,40. Itaú teve ganhos de 0,94%, a R$ 36,40, após o banco ter também reportado seus resultados do quarto trimestre. Cielo foi no embalo de Redecard e valorizou 4,22%, a R$ 56,25.
À tarde, o Ibovespa conseguiu se firmar com melhores expectativas de que a Grécia e seus credores fechem um acordo sobre a dívida do país, e também com a subida de Petrobras.
Pregão
A preferencial da estatal subiu 2,98%, a R$ 25,60, enquanto a ordinária ganhou 2,1%, a R$ 27,75. O presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, afirmou nesta terça que a produção de petróleo em 2012 deverá superar a de 2011.
"A bolsa continuou firme, com fluxo estrangeiro muito positivo para o Brasil. O anúncio de OPA da Redecard e a alta do papel deu um ânimo ao mercado", afirmou o analista da Stock Asset, José Góes.
Além de Petrobras, outra blue chip, a preferencial da Vale subiu 0,11%, a R$ 43,97. MRV teve a maior queda do Ibovespa, de 2,07%, a R$ 14,19.
Fora do índice, Triunfo despencou 10%, a R$ 7,65, dando sequência à queda da véspera, após a companhia ter vencido a disputa pelo aeroporto de Viracopos (SP), juntamente com a francesa Egis Airport, no leilão ocorrido na BM&FBovespa.
